Atuações




Próximas Actuações







Dia :  7 de maio


Local da atuação:  Em Zabro e em Mêda - na Festa da Santa Cruz.


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Dia :  17 de junho


Local da atuação:  Mêda - Marchas de Santo António.


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Dia :  18 de junho


Local da atuação:  Cadima - Coimbra.


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Dia :  25 de junho


Local da atuação:  Festival de Folclore da Cidade de Mêda.


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Dia :  21 a 23 de julho


Local da atuação:  Atuações em França.


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Dia :  15 de agosto


Local da atuação:  Arrifana - Guarda.


Falecimento do Sr. António A. Lourenço Júnior

É com grande pessar, que o Centro Cultural e Recreativo de Mêda, informa o falecimento do último fundador do Rancho Folclórico de Mêda. O Sr. António Augusto Lourenço Júnior, faleceu dia 30 de Agosto com 86 anos. Colaborou com o Centro Cultural e Recreativo de Mêda até meados de Março deste ano, altura em que o seu estado de saúde se começou a degradar.




O Rancho Folclórico ser-lhe-à eternamente Grato.

Acerca de nós ...

A tradição Folclórica na Mêda vem desde o ano 1958, quando se fundou o Rancho das Vindimas. Ao longo dos tempos, várias foram as gerações de famílias que participaram ou participam ainda hoje activamente nas actividades levadas a cabo pelo Rancho Folclórico de Mêda.
O Rancho Folclórico de Mêda do Centro Cultural e Recreativo de Mêda fundado a 29 de Abril de 1981 veio dar seguimento a essa tradição. As actuações são a parte mais visível e a que preenche o dia-a-dia do Rancho Folclórico. Para além das actuações em Portugal continental, o Rancho também já actuou no Funchal e na Ilha do Pico, levando o nome e a cultura do concelho de Mêda a todos os cantos de Portugal. Para além das actuações, o Rancho Folclórico de Mêda realiza outras actividades, tais como, Torneio de Jogos Tradicionais, organização de Bailes, mantêm a tradição de “Cantar os Reis” e as Janeiras, pelas ruas da Cidade e nas Freguesias. O “Enterro do Entrudo”, tradição Carnavalesca com que Cidade de Mêda encerra o Carnaval.
A comemoração dos Santos Populares, está muito activa não só na Cidade de Mêda, como também no Concelho. O Grupo de Folclore de Mêda, realiza as Marchas de Santo António, onde o tema escolhido para o ano de 2009 foi “Baco, o Deus do Vinho”, que foi ao encontro da lenda do Vinho de Mêda. Para além das marchas não pode faltar a sardinha assada e o convívio medense.

Rancho Folclórico de Mêda

Fundação: 29 de Abril de 1981
Fundadores: António Augusto Lourenço Júnior, António Joaquim Godinho Vieira, José Joaquim de Carvalho
Direcção Técnica: Rosa Maria Martinho Amado
Região Etnográfica: Beira Alta
Danças tradicionais: Desfolhada, Danças de Roda, Vim de Marialva a Mêda, Quem Compra a Água, Agora é Tempo de Rosas, Meda é a Nossa Terra.
Trajes: Noivos, Viúva Abastada, Pastor, Ceifeira, Lavrador, Vindima, Tecedeira, Domingueiro.
Usos e Costumes: Festas de Carnaval, os Reis, Vindimas, Marchas Populares e Jogos Tradicionais.
Representações Nacionais: de Norte, Sul e Ilhas

A origem do Rancho Folclórico de Mêda remonta a 1958, quando se deu a fundação na vila de Mêda, do Rancho das Vindimas, que, como o próprio nome indica, foi criado especialmente para essa ocasião. A experiência agradou aos habitantes locais que, desejosos de preservar o seu património cultural, assistiram com agrado à fundação, em 1981, do actual Rancho Folclórico de Mêda.
O trabalho deste Rancho assenta numa profunda e cuidadosa pesquisa das tradições e costumes da sua região, tendo sido efectuadas para esse fim várias recolhas de danças, cantares e trajes representativos do património cultural do Concelho de Mêda.
Essas recolhas foram feitas recorrendo à memória dos mais idosos e também pela pesquisa de registos escritos contendo descrições dos trajes, danças e instrumentos musicais típicos da região; foram ainda recolhidas fotografias antigas e realizadas gravações de canções tradicionais, o que não deixa de ser um curioso exemplo de como as modernas tecnologias audiovisuais podem contribuir para a preservação das antigas tradições.
O Concelho de Mêda, de raízes antiquíssimas, possui um invejável património histórico e arquitectónico, sendo de destacar a Igreja Matriz, de traça românica, os Solares dos Paços do Concelho e das Casas Novas, ambos datados do século XVIII, o Pelourinho, que está classificado como Monumento Nacional, a Fonte do Espírito Santo, de estilo Manuelino, a capela da Senhora das Tábuas, que foi fundada pelos templários, as Capelas do Senhor Bom Jesus dos Passos e de Santa Cruz, ou ainda a Casa Quinhentista, residência do Comendador da Ordem de Cristo.
No entanto, os vestígios do povoamento humano na região remontam às áreas mais remotas, havendo já, nos tempos da ocupação romana na Península, referências a um povo denominado Medobrigenses ou Meidobrigens; este povo, de nome indubitavelmente celta, é o mais antigo habitante da região de que há memória, para além de ser o responsável pela origem do nome de Mêda, que ainda actualmente existe como designação de Vila*.
Porém, não é só ao nível do património edificado que Mêda se evidencia; também o artesanato da região é digno de destaque, sendo de referir a escultura, tanto de carácter sacro como profano, a olaria, que produz vasos e cântaros, a sapataria, com destaque para as tradicionais botas de atanado e os tamancos, a cestaria, a tecelagem e colchas de linho, e a cantaria, praticada por canteiros-artistas cuja arte não fica atrás da dos melhores no que se refere a trabalhos em granitos.
A gastronomia local, tipicamente serrana, também é digna de nota, sendo de destacar as migas e os diversos pratos de porco e cabrito.
Juntando a tudo isto as antigas tradições ainda hoje praticadas no concelho, tal como as vindimas, as ceitas, as desfolhadas, o Fabrico do pão, os mercados de rua e os jogos tradicionais, o património cultural de Mêda aparece como sendo invulgarmente rico e digno de nota, tornando-se assim ainda mais importante o trabalho realizado pelos elementos do Rancho Folclórico de Mêda no sentido da sua divulgação, estudo, preservação e transmissão às gerações mais novas.

* Elevação a cidade no dia 26 de Janeiro de 2005
Fonte: Dicionário Enciclopédico do Folclore Português -Volume 1, pág. 205 - Papiruscor